O dia começou com uma preocupação que aparentemente não passou apenas disso. A moto não chegava a aquecer e de cada vez que acelerava um pouco ela simplesmente "morria"... O problema ficou resolvido (assim espero!) e lá segui viagem em direcção ao Berninapass.
A meio da subida existe uma travessia da linha de comboio onde se tem uma vista fantástica para o glaciar. Para ser tudo perfeito neste quadro só faltou passar o comboio, mas nem sempre se pode ter tudo :)
Pouco depois de começar a descer virei à esquerda em direcção à Forcola de Livigno para entrar nesta zona franca de Itália e aproveitar para pôr gasolina a 1,083€ (sim é verdade não estão a ler mal, é mesmo um euro virgula zero oito três cêntimos o litro). A saída de Livigno de volta à Suíça foi feita por uma bela estrada ao longo do lago que termina na fronteira e numa portagem. Mau, queres ver que os suíços me estão a tentar enganar? Mas não, a portagem tem razão de ser visto que o que liga esta estrada à do Offenpass é um túnel de cerca de 5km de comprimento, de faixa única e que é controlado por um semáforo. Vá lá, pelo menos tem uma razão de ser...
Entrado na estrada do Offenpass - ou como se diz na língua desta zona que é uma mistura de alemão com italiano, Passo dal Fuorno - é como entrar num mundo novo. Estrada larga, com óptimo alcatrão, curvas rápidas e como boa visibilidade e num ápice estamos no topo com mais uma daquelas vistas de cortar a respiração!
Ao final da descida, virando para a direita entra-se na estrada que leva ao Umbrailpass. A meio da subida existe uma zona em que o alcatrão desaparece e dá lugar à terra batida, o que com curvas de cotovelo fechadas é no mínimo emocionante.
Na chegada ao topo torna-se difícil dar atenção a esta passagem de montanha de mais de 2500m de altitude pois é possível avistar-se, já ali ao cimo, o Passo di Stelvio.
O Passo di Stelvio é, muito provavelmente, a passagem de montanha mais conhecida nos Alpes não só pela sua altitude (é umas das 3 ou 4 com mais de 2750m) mas principalmente pela secção de curvas de 180º graus absolutamente fechadas - a subir, de FJR, as curvas prá direita fazem-se em 1ª porque em 2ª não tem força!!! - que tem na sua face virada a Nordeste. No total são 48 as curvas de cotovelo nesta direcção. Mas quem vá para o outro lado, como eu depois fiz, também não se pode ficar a rir pois até Bormio são 40...
Em Bormio virei em direcção ao Passo Gavia e entrei na pior estrada por onde andei nos alpes! Para além de estreita e bastante esburacada na maior parte do percurso, é na descida que existe outro factor de stress. Imaginem curvas sem nenhuma visibilidade, numa estrada em que só cabe um carro, que não tem qualquer tipo de protecções e ainda para ajudar à festa, olhando para o lado não se vê o fundo do penhasco... Maravilha!...
Após este "episódio", apanhei a estrada para Bolzano que é uma estrada normalíssima mas com bastantes curvas, até que a cerca de 40km do destino se entra na subida ao Passo di Mendola.
Quando cheguei ao topo desta passagem de montanha fiquei com uma sensação estranha. A subida era suave e, ao contrário de todas as outras, existem sempre casas até lá acima. Na altura fiquei desiludido e a pensar que a subida a Sintra também podia ser uma passagem de montanha... Mas foi então que comecei a descer em direcção a Bolzano e tudo voltou a ser normal como uma passagem de montanha que se preze, apesar de ser bastante baixa com pouco mais de 1300m de altitude.
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