Apesar de ter o despertador para as 7:45, eram 7:07 estava eu acordado ... Não sei se foi da emoção do Grossglockner se o querer aproveitar ao máximo o meu ultimo dia nos Alpes, mas já que estava acordado então o melhor é arranjar as trouxas, comer o pequeno almoço e abalar!
Os cerca de 70km a que estava da entrada do parque foram feitos debaixo de nuvens espessas mas sempre com aquela esperança de que iria melhorar. Logo depois da portagem da entrada no parque começa uma forte subida que de imediato me transportou para um universo de imaginação. Nada disso que estão a pensar, era um universo de imaginação porque eu tinha de estar a tentar imaginar onde estaria a estrada... O nevoeiro era tal que por vezes a visibilidade não era superior a uns 15 ou 20 metros!
Menos de 1km antes de chegar ao desvio para o Bikers Nest finalmente o nevoeiro terminou e surgiu um céu azul e o sol a brilhar! Espectáculo, nem de propósito!
Fiz então a subida para o ponto mais alto por estrada da Áustria e, ao chegar lá acima, o que saltava à vista de todos eram os 17 Mercedes SLR (quatro deles eram o 722!) e não a paisagem ou o número de motos - que me pareceu bem reduzido, certamente não eram mais de 20...
A imagem que se tem lá de cima com as condições de tempo que apanhei dão a ideia que estamos a andar de avião com as nuvens a parecerem algodão. Infelizmente, como as nuvens subiam ao longo das paredes das montanhas à volta, não era possível visualizar a grande maioria dos mais de trinta picos superiores a 3000m de altitude, como num dia de céu completamente limpo.
Parando em todos os pontos de interesse do parque daí em diante, lá me fui dirigindo para mirador Franz Josefs onde se tem uma estupenda vista para o glaciar e para o Grossglockner, a maior montanha da Áustria e um dos pontos mais altos da Europa com quase 3800m de altitude.
Foi ainda no caminho para o mirador que me deparei com um sinal de estrada que, admito, nunca tinha visto. Um sinal de perigo de animais na estrada, mas neste caso os animais eram... marmotas!!!
Já no mirador, a vista para o glaciar é fantástica! Pena mesmo foi não ter conseguido ver o topo das montanhas à volta.
Depois de passar mais de 4 horas nestes 48km de estrada, estava na hora de seguir para Sul. Pelo caminho, uma queda de água e várias vilas típicas, para além da paisagem de um interior formado por vales ladeados por montanhas, iam-me fazendo pensar que este é - tal como a Suíça - um país a voltar a visitar em breve!
Com a entrada em Itália apareceram os Dolomitas, uma espécie diferente de montanhas nos Alpes. No caminho passei por Cortina d'Ampezzo, uma vila de ski no sopé destes montes e daí subi ao Passo Giau, considerado o melhor ponto para ver os Dolomitas. Passei também pelos passos Pordoi, Sella e Gardena, tendo assim tido uma imagem mais completa desta fabulosa e abrupta cadeia montanhosa.
Foi com um pôr do sol maravilhoso que me despedi dos Alpes, pois amanhã começa o caminho de volta até à zona dos Pirinéus franceses.
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